7 Razões Para você não ficar de fora do BOOM Brasileiro
Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010 | Postado por Juliano Custodio

 Fato: o Brasil é a nona maior economia do mundo. E na próxima década e muito provável que ultrapasse a França e o Reino Unido para se tornar a quinta maior economia.

Fato: o FMI estima que o PIB do Brasil cresça mais de 3,5% em 2010, e esse crescimento aumentará à medida que sacia a sede da Ásia por recursos naturais...

Fato: se você tivesse investido R$ 10.000,00 num fundo que seguisse o Dow Jones, você teria lucrado 16,86%. Enquanto isso, se o investimento fosse feito num fundo que segue o Ibovespa, você estaria olhando para um lucro de mais de 96%, batendo os ganhos expressivos da China e da Índia.

 

As coisas têm mudado radicalmente no Brasil. A inflação galopante dos velhos tempos já era, e o país agora é um modelo de estabilidade e crescimento.

Esse é o motivo (enquanto o país foi atingido pela crise com o resto do mundo em 2008) pelo qual aqueles que mantiveram os investimentos no Brasil saíram muito à frente em 2009.

E mais: os investidores que ainda estão em estado de choque com o derretimento de 2008, ou que ainda não estão prontos para agir na América Latina, estão perdendo uma oportunidade de lucros verdadeiramente histórica em 2010.

Por quê? Porque o milagre econômico do Brasil ainda não acabou – não por um bom tempo!

Aqui vão 7 razões para acreditar que o milagre econômico do Brasil está apenas começando.

1.       Crescimento econômico: o PIB de US$ 1,6 trilhões já é o nono no ranking mundial. E muitos acreditam que esse continuado crescimento levará a ultrapassar o Reino Unido e a França no meio da década para se tornar a quinta maior economia do mundo.

2.       Estabilidade política: o presidente Lula foi eleito democraticamente, continua muito popular e respeita o prazo limite das restrições. E enquanto a governança corporativa ainda tem defasagem com relação aos EUA, avanços significativos foram feitos para atrair e manter o capital do investidor privado.

3.       Solidez financeira: o Brasil tem uma classificação de grau de investimento e cerca de US$ 240 bilhões em reservas internacionais, possibilitada pelos seus vastos recursos e um novo nível de estabilidade financeira. No plano financeiro, é de fato mais forte do que muitos de seus colegas latino-americanos. Há apenas uma década, o FMI impôs condições rigorosas para emprestar dinheiro ao Brasil. Agora, numa reviravolta decisiva, o governo brasileiro anunciou recentemente que vai emprestar US$ 10 bilhões para o FMI ajudar a melhorar o acesso de países em desenvolvimento ao capital estrangeiro.

4.       Mais de 45% da energia brasileira vem de fontes renováveis, mais de 10 vezes a média de países desenvolvidos. E enquanto é conhecido por sua abundante capacidade hidroelétrica, o álcool se tornou a segunda fonte de energia da nação. Além disso, devido às recentes descobertas, acreditasse hoje que o Brasil possui a oitava maior reserva de petróleo do mundo!

5.       Localização: geograficamente falando, o Brasil é o quinto maior país, depois da Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. Mas não é apenas pela quantidade de imóveis que abrange que é importante. O Brasil tem 23% da terra arável do planeta e pelo menos 40% dela não está sendo utilizado. Isso é mais do que todas as fazendas dos EUA juntas! E suas chuvas abundantes e localização tropical permitem várias safras com altos rendimentos. E também é produtor líder de mais de duas dúzias de minerais, incluindo diamantes  e ouro, assim como é o maior exportador de carne de gado, café, suco de laranja, açúcar e frango!

6.       Crescimento populacional e urbanização: o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo com 186 milhões de habitantes. E muitos de seus moradores estão migrando para as cidades em busca de empregos, educação e padrões de vida mais elevados. Enquanto isso, os rendimentos mais elevados estão abastecendo maiores gastos pessoais, levando ao surgimento de uma classe média mais forte. Conseqüentemente, a demanda por bens de consumo, automóveis e estradas estão disparando!

7.       Um sistema bancário crescente e bem capitalizado: ao contrário dos bancos americanos, os brasileiros não sofrem com ativos tóxicos, não tem grandes problemas de empréstimos hipotecários e estão bem capitalizados em mais de 165% das normas bancárias internacionais. E ao contrário dos EUA e outros países desenvolvidos, os brasileiros utilizam menos os bancos e cartões de crédito, apontando para o enorme potencial de crescimento da classe média brasileira emergente no século 21.

 

Esse boom histórico na América latina é uma força que não pode ser detida e que vai mudar não apenas nossa maneira de investir, mas também o nosso dia-a-dia, com o Brasil liderando a arrancada.

O Brasil oferece uma tremenda oportunidade para aqueles que querem colher os potenciais frutos da investir num mercado emergente com um futuro brilhante. E aqueles que agirem agora, antes da entrada dos principais investidores, poderão ganhar as melhores recompensas.

 

                Tradução por Eduardo Puhl do texto da coluna Money and Markets, escrita por Martin D. Weiss


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5 Lições do livro Pai Rico, Pai Pobre
Terça-feira, 08 de Dezembro de 2009 | Postado por Denys Wiese

Boa noite à todos,

Hoje quero disponibilizá-los as cinco primeiras lições do livro Pai Rico, Pai Pobre, onde as principais informações foram resumidas e separadas em arquivos. Para visualizá-las, clique nos links abaixo:

Lição 1
Lição 2
Lição 3
Lição 4
Lição 5

Até...

Denys Wiese

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Investindo em ações: cinco dicas para montar uma boa carteira
Segunda-feira, 09 de Novembro de 2009 | Postado por Denys Wiese

Por: Equipe InfoMoney
01/11/04 - 18h16
InfoMoney

SÃOPAULO - Se você já investe ou pensa em aplicar no mercado de ações,certamente já recebeu algum conselho ou recomendação no sentido de nãoinvestir somente em uma ação, mas sim montar uma carteira com mais doque um ativo, visando reduzir o risco que você corre.

O princípio é bastante simples e está em linha com o conceito popularde nunca colocar todos os ovos em uma cesta só. Investir em váriosativos simultaneamente acaba reduzindo o risco que você toma, poisenquanto um papel cai, outro pode estar subindo, o que acaba reduzindoa probabilidade de perdas expressivas, que é certamente o maiorpesadelo para quem investe em ações.

Dicas para montar uma carteira
Antes de montar uma carteira de ações, vale a pena entender melhoralguns conceitos e seguir algumas recomendações simples, visandomelhorar a qualidade da carteira e correr riscos menores. Lembre que oprincípio de carteira é exatamente o usado em fundos de investimento emações, que, em sua grande maioria, investe em uma carteiradiversificada de ativos.

Abaixo, listamos cinco regras básicas para montar uma carteira de ações:

1 - Pelo menos cinco ações
Em relação à quantidade de ações em uma carteira, não existe o númeroideal, mas carteiras com mais ativos tendem a mostrar um melhordesempenho em relação à redução de risco. Afinal de contas, quanto maiscestas, menor o prejuízo, em termos de ovos quebrados, quando uma delascai.

Considerando as limitações existentes e, muitas vezes a falta de opçõesinteressantes de investimento, acreditamos que montar uma carteira compelo menos cinco ativos faça sentido, desde que a escolha de ativossiga as orientações abaixo.

2 - Diversifique o setor
A idéia por trás de uma carteira é reduzir os riscos, portanto nada deincluir ativos com riscos semelhantes na mesma carteira. De fato,quanto mais "diferentes" forem os ativos, maior a probabilidade de teruma carteira realmente diversificada. Neste sentido, "diferentes" sãoconsiderados ativos que reagem de forma diversa ao impacto de umadeterminada mudança no mercado.

Vamos imaginar, por exemplo, uma carteira com Aracruz e VCP. Embora asempresas tenham diferenças, ambas estão bastante expostas aos preçosinternacionais da celulose e do papel, além de serem sensíveis àsalterações na cotação do dólar, pois são exportadoras. Além disso, aVCP é uma das principais acionistas da Aracruz. Com tudo isso, aprobabilidade de ambas caminharem na mesma direção é bastante grande.

Uma alternativa muito mais interessante é tentar diversificar o setor,pois os diversos setores tendem a reagir de forma diferente às mudançasno cenário econômico ou corporativo. Por exemplo, se você tem ações deempresas exportadoras, vale a pena diversificar com algumas que possuamboa parte de suas receitas no mercado interno.

Assim, analise de perto as seguintes variáveis: o impacto de mudançasna cotação do dólar, aumento de juros tanto no Brasil como nos EUA,variação nos preços internacionais de commodities e outros. Para diversificar, o ideal é que as empresas reajam de forma diferente à combinação destas e outras variáveis.

3 - Investir por quanto tempo?
Você tem que definir, antes de montar sua carteira, qual a perspectivade tempo que você tem para os recursos investidos. Afinal, poucoadianta montar uma carteira com ações que mostram bom potencial delongo prazo se você vai precisar do dinheiro em dois meses.

Considerando esta perspectiva, você pode montar uma carteira compostasomente por papéis com perspectiva de longo prazo ou, talvez, casoqueira investir por pouco tempo, somente olhando no curto prazo. Omelhor, porém, é abrir espaço tanto para papéis que podem subir ou nocurto ou no longo prazo, em uma proporção que vai variar de acordo comsua necessidade de recursos.

4 - Foco em empresas líderes
Uma importante lição é concentrar uma parte importante da carteira em ações de empresas líderes, as chamadas blue chips,principalmente para quem está montando uma carteira com objetivos demédio e longo prazo. Embora talvez valha a pena investir parte dosrecursos em papéis mais especulativos, buscando aumentar arentabilidade, o "coração" da carteira deve ser de papéis de boaqualidade.

Para descobrir quais são estas empresas, analise o setor e veja qual aparticipação da empresa no mercado, analise seu desempenho recente esuas perspectivas. Entre algumas empresas que "cabem" perfeitamentenesta definição, podemos encontrar Petrobrás, Vale do Rio Doce,Telemar, Gerdau, Usiminas, AmBev, etc.

5 - Cuidado com mudanças constantes
Uma boa carteira é aquela no qual o investidor consegue um bom retornocom o menor risco possível. Assim, fazer alterações na alocação dacarteira, sempre que um objetivo de preço for alcançado, pode trazerbenefícios, tanto em termos de risco como retorno.

Fique de olho em mudanças na relação de preços entre ativos com perfilpróximo, como, por exemplo, ações preferenciais ou ordinárias da mesmaempresa, ou mesmo papéis dentro de um mesmo setor. Muitas vezes omercado cria oportunidades para quem está de olho, justificando umamudança, mesmo que reversível depois, na composição da carteira.

Porém, fique atento aos custos envolvidos, já que muitas vezes umexcesso de mudanças pode acabar trazendo custos, principalmente decomissões, maiores do que os ganhos com estas alterações de alocação.

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Ele guarda o segredo da riqueza?
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009 | Postado por Denys Wiese

Robert Kiyosaki, autor do bestseller  "Pai Rico, Pai Pobre", esnoba a educação formal e dá dicas para enriquecer.

Irreverente, polêmico e politicamente incorreto, o escritor e empresário Robert Kiyosaki acredita ter encontrado a fórmula do enriquecimento. O mundo parece concordar. A seu favor, o milionário americano de origem nipônica tem sua conta bancária e mais de 20 milhões de livros vendidos ao redor do globo. O mais famoso deles, ‘Pai Rico, Pai Pobre’, fez parte da lista de bestsellers do New York Times por seis anos.
Kiyosaki defende idéias nada ortodoxas. Ele é enfático: uma boa educação e um ótimo emprego nunca levarão ninguém a ficar rico. O autor usa sua história de vida para ilustrar seu ponto de vista. Seu pai biológico, professor com PhD, deparou-se aos 50 anos com o desemprego e sérias dificuldades financeiras (Poor Dad). Ao contrário, o pai de um de seus amigos de infância (Rich Dad), sem sequer nível superior, transformou-se em um dos homens mais ricos do Havaí, estado onde nasceu.
"A escola não nos ensina nada sobre dinheiro. Ela nos treina para não errar. Sem se arriscar, não é possível enriquecer", afirma Kiyosaki. "Eu queria ficar rico, por isso segui os conselhos do meu pai pobre".

Negócio Próprio ou Investimentos

Para o americano, não tem jeito. Quer ganhar dinheiro? Então monte seu próprio negócio ou invista em ações. "Assalariados com boa formação e especialistas passarão a vida pagando impostos. Nunca serão ricos", sentencia.
O desprezo pela educação formal, no entanto, não significa que o escritor pregue a falta de informação e preparação para se fazer negócio. Ao contrário, segundo ele, uma das atitudes mais importantes ao investir é saber ler os balanços das empresas e diferenciar corretamente os ativos dos passivos.
"Muitos acreditam que suas casas e carros são um ativo, mas não são. Ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso, passivo tudo o que tira. Você deve se perguntar: se eu parar de trabalhar, o dinheiro continuará vindo? Se a resposta for não, então você não tem nada. Mas não se sinta mal. A maioria não tem mesmo", brinca. E esnoba: "No meu caso e de minha mulher, o fluxo seria de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões".
A disciplina também é essencial rumo a uma vida mais confortável. "Eu posso comprar o que quiser, Ferraris, Lamborghinis, mas para cada aquisição que fizer tenho que aplicar em um novo investimento".

Onde Investir

Kiyosaki ressalta quatro tipos de investimento que ele acredita serem promissores: abrir uma empresa, aplicar no mercado imobiliário, em ações ou em commodities. Genérico, não? Mas ele dá, ao menos, uma dica mais concreta. "Agora é um ótimo momento para investir em prata. A relação de custo entre a prata e o ouro é historicamente de 16 onças de prata para 1 onça de ouro. Atualmente, ela está em 1 para 70.
E, pela primeira vez, há mais ouro do que prata no mundo".
Por outro lado, o americano desaconselha investimentos na moeda americana. "O dólar é hoje um dos ativos mais tóxicos do mundo".
Mostrando confiança, Kiyosaki não se abala com a crise mundial."Se você realmente é um bom investidor, não importa se o mercado vai bem ou mal. Eu fico feliz quando ele está em alta e ainda mais feliz quando ele está em baixa. Nunca foi tão excitante investir quanto agora".

 

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Coluna Mundy
Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009 | Postado por Juliano Custodio

Cenário Auspicioso
A semana foi prodigiosa em termos de bons resultados, tanto internamente quanto externamente, consolidando a recuperação dos mercados. Foi praticamente consenso também que a recuperação aparenta ser constante e ajustes mais fortes na bolsa parecem distantes, após a quebra da importante resistência dos 58.000 pontos, levando a projeção para os 62.000. Tudo evidentemente, amparado nos bons resultados que o Tio Sam apresentou diariamente na semana.
 

O PIB  novamente revisado...
Entre os tantos aspectos um que chama atenção e dá uma idéia do que está acontencendo é a avaliação do Produto Interno Bruto que após tantos infelizes e absurdos palpites no início do ano, com gente gabaritada dizendo que ia haver retração de negativos 5% , agora novamente revisado para um “zero a zero” (-0,13%) honroso. A coluna tinha palpitado, enquanto a urubuzada de plantão dizia que o “mundo parecia que ia acabar”, projetou  lá em março (23/03) um crescimento de 2,0%. O ano ainda não acabou e o palpite ainda vale para um resultado positivo, ainda que menor.

Queda da safra agrícola em 8,6%
Devido a reavaliações negativas das “safrinhas” de trigo e milho, do Paraná e Mato Grosso respectivamente, a produção agrícola deve apresentar esta queda. Na verdade, apesar dos bons preços externos, o grande vilão foi o real valorizado que acabou sendo um péssimo negócio para os exportadores, inviabilizando maiores vendas e por conseqüência menor atividade econômica.     

Oferta Pública de Ações
A novidade prevista talvez ainda para este mês seria a emissão do Banco Santander. Reforça o bom momento vivido pela economia e segundo o presidente do banco Central Henrique Meirelles “É interessante observar que um grande banco internacional escolhe como estratégia de captação uma colocação no Brasil, isso mostra o papel do país na recuperação mundial”. 

Fique esperto com a falta de troco
Segundo o professor Matias Pereira da Universidade de Brasília, a falta de troco em média por pessoa no país é de R$ 2,00, que acumulados totalizam R$ 350 milhões. Segundo o estudo quem tem o maior prejuízo como sempre, são os menos favorecidos. Ressalta que: “Se quem ganha um salário mínimo perde R$ 0,10 por dia só no transporte público, vai perder R$ 36,00 por ano e quase 8% do salário anual. Como diria minha finada vózinha, pois é de grão em grão que a galinha enche o papo...

IPI reduzido
Segundo o ministro Guido Mantega o tributo flexibilizado no início da crise deve perder essa ajudazinha no final do ano em função da recuperação econômica que vem se desenhando rapidamente. Fica então a sugestão, para quem quer comprar carro novo, ficar esperto e não perder as oportunidades.

ENTENDA O ECONOMES:
Oferta Pública de Ações: É a abertura do capital das empresas para “novos sócios” ou acionistas ou investidores. Forma de atração de capital via captação nas Bolsas de valores que por sua vez tem nas corretoras seus agentes de compras e vendas diárias. Hoje para um investimento inicial em ações é preciso em média R$ 5.000,00.
 

Escrevam com críticas e sugestões para edward@mundyintermediacao.com.br ou visite o site WWW.mundyintermediacao.com.br

 

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Como negociar crescimento versus valor
Quinta-feira, 03 de Setembro de 2009 | Postado por Denys Wiese


Texto original de Ron Rowlandretirado de “Money and Markets”.

Tradução: Denys Wiese

Caro leitor,

Você já esteve em uma conferência de investimento ou já assitiu CNBC?Se sim, certamente já ouviu falar sobre “ações de crescimento” (growth stocks) e “ações de valor” (value stocks).

O que essa diferenciação significa? Como, você leitor, pode ganhardinheiro com isso? Hoje eu irei esclarecer o significado desses termos e mostrareialgumas maneiras de aproveitá-los na aplicação em ações.

Dois tipos de ações...

Dois tipos de Investidores...

Existem milhares de maneiras de se aplicar dinheiro em ações. Cadaindivíduo possui o seu próprio estilo e história. Os maiores investidores dahistória possuem um estilo próprio e sempre permanecem nele.  Esse não é um debate sobre certo ou errado;trata-se de se achar um estilo de investimento aliado às suas preferênciaspessoais e filosofias. Eles encontram os seus estilos e permanecem no quefunciona para eles.

De um modo geral, os investidores querem obter tanto crescimentoquanto valor nas ações que escolhem. Qual a diferença entre esses doisconceitos?

Investidores em crescimento compram companhias que elesacreditam que irão crescer mais rapidamente que o mercado. Para mensurarutilizam-se de diferentes informações, tais como: ganhos, vendas, valorcontábil, entre outros.

O investidor em crescimento não se preocupa necessariamente se o preçoda ação já subiu muito. Ele acredita que tal ação estará ainda mais cara nofuturo. Ele quer pegar o trem, mesmo que já esteja em movimento.

Investidores em valor, por outro lado, estão procurando boasbarganhas no mercado. Eles querem achar pequenas e desconhecidas companhias –ou não populares grandes empresas – que estão começando a ser temidas pelomercado. A filosofia é: quanto mais barato melhor!

Quando o investidor em valor olha para uma ação, ele tenta mensurar ovalor intrínseco da mesma. Se o cálculo de um determinado ativo de umacompanhia funcionar, e que se mensure que esse ativo vale, digamos, 100 reaispor ação e a cotação em mercado estiver a 50 reais, esse tipo de investidor vêuma oportunidade para dobrar o seu capital. Investidores em valor tendem a sermuito pacientes... eles não ligam em esperar um longo tempo se o desconto nacompra das ações for grande o suficiente.

Dividi-las por tamanho...

Recorde, toda a ação é tipicamente de crescimento ou de valor. Algunsanalistas, no entanto, sugerem a existência de uma terceira categoria chamadade “blend” (mistura, mix), parapapéis que se encontram no meio das duas denominações.

Outra coisa para nos atentarmos é que as ações podem se transformar emlongos períodos de tempo. Uma ação de valor que está parada há um bom tempo,desde 1990 por exemplo, pode muito bem se tornar uma ação de crescimento nessadécada.

Você pode detalhar as empresas um pouco mais ao separá-las emcategorias conforme o tamanho, geralmente utilizando-se do tamanho de seusmercados de capitais – pequenas, médias ou grandes. Essa medida mensura o valorque o mercado determina à  empresa. Etambém é muito fácil de se calcular: multiplique o preço atual da ação pelonúmero de negócios diários.

Faça isso e ao invés de duas categorias você terá seis:

- Ações de valor de empresas grandes (Large Cap Value)

- Ações de crescimento de empresas grandes (Large Cap Growth)

- Ações de valor de empresas médias (Mid Cap Value)

- Ações de crescimento de empresas médias (Mid Cap Growth)

- Ações de valor de empresas pequenas (Small Cap Value)

- Ações de crescimento de empresas pequenas (Small Cap Growth)

Os gestores profissionais de fundos tendem a se especializar em apenasuma das seis categorias, assim como um médico se especializa em diferentespartes do corpo.  Você pode ser um expertem todas as categorias!

Crescimento, Valor eAlternância...

Aqui começa a ficar interessante: os diferentes estilos de categoriastendem a ser mais adequados dependendo dos diferentes momentos do mercado.

Isso acontece, porque existem algumas evidências que ações de empresaspequenas e ações de crescimento têm uma melhor performance quando a economiaestá aquecida, enquanto ações de grandes empresas e ações de valor possuemmelhor performance em tempos de recessão. Isso nem sempre é o caso, embora...

Por exemplo, nesse exato momento nós estamos em tempo de recessão, eações de crescimento estão cotadas abaixo das ações de valor, por pelo menos osúltimos três anos.

Minha experiência diz que os líderes de mercado se alternam entre ascategorias descritas anteriormente, mas os padrões da economia não são tãoconfiáveis quanto as pessoas acreditam que são. Eu acho que é mais confiávelolharmos para os resultados reais de um passado mais recente.

Alternância de estilos comações...

Essa parte do texto o autor apresenta as categorias de ações e osíndices americanos que representam cada categoria. No entanto, no Brasil não temosuma divisão de categorias como o autor propôs. Por isso, tentarei classificaras ações, citando alguns exemplos em cada categoria.

Ações de valor de empresas grandes (Large Cap Value)

Aqui encontram-se as nossas blue chips, que são empresas enormes e queapresentam bons fundamentos, tais quais: Petrobrás, Vale, Itaú e Bradesco eAmbev são alguns exemplos.

Ações de crescimento de empresas grandes (Large Cap Growth)

Podemos citar empresas que se tornaram grandes recentemente, atravésde fusões e aquisições: a Votorantim, Brasil Foods e Visanet.

 Ações de valor de empresasmédias (Mid Cap Value)

Bens de capital e consumo como a Weg, Lojas Americanas, Lojas Renner.

Ações de crescimento de empresas médias (Mid Cap Growth)

Principalmente as construtoras como Abyara, Agra, Gafisa entre outrase do ramo de aviação como Gol e Tam.

Ações de valor de empresas pequenas (Small Cap Value)

Empresas pequenas que possuem bons fundamentos como a Ferbasa.

Ações de crescimento de empresas pequenas (Small Cap Growth)

Aqui encontram-se as small caps, já citadas em estudos no blog daGewinn, tais como: Coteminas, Ecodiesel, Klabin Seagall, entre outras.

Podemos aproveitar o texto de Ron Rowland e passar a categorizar asações que estão presentes em nossa carteira. Dependendo do momento do mercadotorna-se mais vantajoso investir ou em valor ou em crescimento.

 

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Fim da crise é mérito dos Emergentes.
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Três das maiores economias do mundo deram sinais de que a mais grave recessão global desde a II Guerra Mundial pode ser mais curta do que esperavam os pessimistas. Responsáveis, juntos, por cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2008, Alemanha, França e Japão voltaram a crescer no segundo trimestre deste ano.

             Considerada o motor da economia europeia, a Alemanha cresceu modestos 0,3% de abril a junho – mas o suficiente para pôr fim a 12 meses de recessão. A França cresceu na mesma proporção e também saiu do vermelho. A surpresa, no entanto, foi o crescimento japonês, de 0,9% frente ao trimestre anterior. No último trimestre de 2008, o PIB do país registrara uma queda anual de 13,1%, acendendo preocupações sobre a resistência da economia do país asiático.

             “É um demonstrativo de que o fundo do poço já foi alcançado. As taxas de crescimento ainda são baixas, mas já é um bom sinal”, diz José Luiz Rossi, professor de macroeconomia do Insper (antigo Ibmec São Paulo). “As incertezas, as instabilidades, estão diminuindo”, aponta.

             Mas o mérito da retomada, segundo os analistas ouvidos pelo G1, é da China, seguida de outros países emergentes. Com um crescimento em ritmo anual na casa dos 8% e um imenso mercado consumidor, o país ajudou a impedir uma derrocada maior da economia global.

              “O papel da China é chave, porque as outras economias, embora já tenham nível de crescimento, é baixo. A China traz para cima a economia mundial, traz para cima os emergentes, que traz pra frente todo o sistema”, diz Rossi.

               A influência é patente: segundo o governo japonês, a alta no PIB do segundo trimestre foi consequência direta do aumento nas exportações – em parte significativa, para a China. “O Japão é a economia mais bem posicionada para se beneficiar do crescimento chinês”, diz Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV).

              Seguindo a China, Índia e Brasil também dão ânimo ao crescimento dos países desenvolvidos e acentuam o papel dos emergentes na retomada. “A grande lição dessa crise é que foi a primeira grave recessão que ocorreu num mundo multipolar, com mais atores de peso. Serviu para confirmar que a China tem sim poder de fogo para contrabalançar uma recessão nos EUA, o que isso é um fato absolutamente inédito. E nas próximas décadas isso vai se acentuar. Os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) vão cada vez mais funcionar como contraponto às crises dos desenvolvidos”, afirma Langoni.

Fonte Portal G1 - Leia na Integra clique aqui.

 

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As ações que pagam dividendos superiores a Selic
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2009 | Postado por Paulo Dalla Rosa

As ações que pagam dividendos superiores à Selic 

Nos últimos 12 meses, 18 ações da Bovespa distribuíram dividendos que geraram aos acionistas retornos superiores a 8,75% ao ano

Não vai ter escapatória. Com a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caindo a 8,75% ao ano, quem quiser manter o rendimento de suas aplicações financeiras na casa de dois dígitos terá de migrar parte de seus investimentos para a renda variável. Os fundos DI e de renda fixa já rendem menos de 10% ao ano e nem os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão oferecendo retornos atraentes aos pequenos investidores. Para aplicações de dois anos, os grandes bancos pagam, em média, 80% do CDI, a taxa de referência do mercado. Considerando a incidência de imposto de renda, a rentabilidade dos CDBs encontra-se atualmente muito próxima à da caderneta de poupança, que remunera os poupadores com juros de 6% ao ano, mais a taxa referencial (TR).

Embora cause calafrios nos investidores mais conservadores, a bolsa é apontada pelos especialistas como uma ótima aplicação no longo prazo, mesmo para quem não gosta de arriscar. "Há um mito no mercado de que ação é investimento para jogadores. Até hoje há quem compare a bolsa a um cassino. Mas, sabendo aplicar, é possível reduzir tanto o risco que o investimento se torna quase uma renda fixa", diz Alexandre Macedo, analista da corretora Elite.

Para quem foge das fortes emoções do mercado, a sugestão é buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos. Ou seja, que distribuem a seus acionistas, todos os anos, uma fatia generosa de seus lucros. A ideia é simples: de posse desses papéis, o investidor poderá receber um retorno superior à taxa Selic.
No último ano, 18 ações pagaram dividendos acima dos juros básicos da economia brasileira (veja na tabela abaixo). Algumas delas, porém, fizeram pagamentos extraordinários, como a Oi (Telemar). A operadora distribuiu em setembro do ano passado 5,1 bilhões de reais em função da compra da Brasil Telecom. Em fevereiro, a empresa surpreendeu o mercado ao anunciar uma nova distribuição de dividendos, no valor de 1,2 bilhão de reais. A atitude foi elogiada pelos analistas e justificada por dois motivos: o baixo endividamento da companhia e o fato de que os controladores também receberiam uma fatia considerável dos proventos. Na ocasião, a corretora Ativa divulgou um relatório destacando que não acreditava que a companhia teria condições de manter este elevado nível de distribuição de lucros durante o ano de 2009, uma vez que seu endividamento subiu significativamente com a aquisição a Brasil Telecom.

Quem paga dividendos acima da Selic
Empresa Ação Dividendos (%)*
Telemar TMAR5 48,3
Telemar TNLP4 32,6
Telemar TNLP3 27,1
Eletropaulo ELPL6 18,7
Light LIGT3 16,8
Equatorial EQTL3 16,1
Brasmotor BMTO4 15,2
Coelce COCE5 13
Cruzeiro do Sul CZRS4 12,1
Eternit ETER3 12
Telesp TLPP3 11,6
Telesp TLPP4 11,6
Banco Pine PINE4 10,2
AES Tietê GETI3 10,2
AES Tietê GETI4 9,8
Iochp-Maxion MYPK3 9,7
Ferbasa FESA4 9,1
Tegma TGMA3 9
Selic 8,75% ao ano
* Percentual em relação ao preço da ação em 23/07/09
**Considerando ações negociadas em todos os pregões dos últimos 12 meses
Fonte: Economática

Para evitar distorções na hora de levantar quais empresas remuneram melhor os investidores por meio de distribuição de lucros, os analistas procuram avaliar as companhias por um período superior a quatro anos. Na ponta do lápis, o resultado é surpreendente. Somente com dividendos, os investidores tiveram uma rentabilidade de até 164,25% (veja na tabela abaixo). Isso significa que, quem aplicou em ações da Coelce, empresa de energia que atende a região nordeste do país, entre janeiro de 2005 e junho de 2009, por exemplo, além de receber de volta o valor gasto com a compra da ação, teve um ganho de 64,25%. Considerando a valorização do papel na bolsa, o retorno total foi de 358,06%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 96,46% e o CDI, 81,17%.

Retorno para o investidor
Quanto renderam as aplicações de 2005 a junho de 2009
As melhores Ação Dividendos (%)** Valorização (%)***
pagadoras de dividendos*
Coelce COCE5 164,25 358,06
Brasmotor BMTO4 113,8 380,46
Transmissão Paulista TRPL4 101,96 331,42
AES Tietê GETI4 86,64 220,34
Drogasil DROG3 85,79 1859,79
Eternit ETER3 81,72 181,36
AES Tietê GETI3 78,74 190,49
CSN CSNA3 68,52 226,17
Banestes BEES3 63,6 371,89
Tractebel TBLE3 63,09 156,49
Ibovespa 96,46%
CDI 81,17%
Poupança 42,78%
* Empresas do IBrX -Brasil
** Em relação ao preço da ação em 30/06/2009
*** Considerando os dividendos e a variação do papel na Bovespa
Fonte: Elite Corretora

Mas, como resultado passado não é garantia de valorização futura, o investidor precisará dispor de tempo e atenção para selecionar os papéis. "É importante checar quais são as perspectivas para a companhia, se o lucro dela é crescente e recorrente", explica o educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil. "Afinal, se não houver lucro, não existirá dividendo", destaca.
Nos últimos dois anos, mais de 60 empresas estrearam na Bovespa, algumas com agressiva política de distribuição de lucros. A Redecard, por exemplo, busca distribuir entre 90% e 95% de seus ganhos aos acionistas, mas neste primeiro semestre sua confortável condição de caixa permitiu a distribuição de 100% dos lucros. "É interessante pagar dividendos altos porque é um compromisso com os acionistas. Esse retorno faz com que o investidor seja de longo prazo, e não um trader", diz Roberto Medeiros, presidente da Redecard.

O executivo explica que, como a companhia não vê atualmente oportunidades para aquisições e não planeja grandes investimentos, criou-se as condições para remunerar melhor os investidores. "Se essa situação se mantiver no próximo semestre, vamos continuar pagando dividendos altos", afirma.

A Lei das Sociedades por Ações estabelece que cada companhia deverá apresentar em seu estatuto o percentual mínimo do lucro líquido que será distribuído anualmente a seus acionistas. Caso não o faça, será obrigada a pagar aos investidores metade de seus ganhos. Uma vez na bolsa, a companhia até poderá alterar seu estatuto para incluir uma cláusula que fixe o valor dos dividendos, mas, nesse caso, o percentual não poderá ser inferior a 25%.

O investidor precisa ter em mente que, ao comprar ações de uma empresa, está se tornando sócio dela. Da mesma forma que ele não compraria uma casa sem visita la, não deve aplicar em uma ação sem avaliar no que está investindo, diz Macedo. Seria como verificar o encanamento, a rede elétrica, a localização do imóvel. Quanto mais informação o investidor tiver sobre a empresa e o setor no qual ela atua, melhor. Mas isso não quer dizer que o investidor precisa conhecer tudo sobre contabilidade e finanças. Aos poucos, ele vai ganhando familiaridade com o assunto. Um bom ponto de partida é se perguntar: como estará essa empresa daqui 20 anos? Se a resposta for algo como maior e mais forte, vale a pena estudar o investimento, orienta Macedo.

Como montar uma carteira de dividendos:

Para se beneficiar de bons retornos com dividendos, o investidor precisa ter visão de longo prazo. Por isso, só deverá ser aplicado aquele dinheiro que não será usado nos próximos cinco anos, pelo menos.
Os especialistas recomendam distribuir os recursos entre quatro ou cinco ações de setores diferentes, para reduzir o risco da aplicação. "Comece a análise pelas empresas que você tem maior afinidade e pelos setores que considera mais importantes", aconselha Mauro Calil. O investidor também pode buscar informações e esclarecer dúvidas junto à área de Relações com Investidores das companhias e com sua corretora.

Se o investidor aplicar os dividendos que receber na compra de mais ações da companhia, poderá fazer seu investimento se multiplicar no decorrer do tempo. Digamos que uma ação custe 30 reais e que ela pague 3% de dividendo ao ano (o equivalente a 0,90 real). Se essa ação subir 10% no ano, para 33 reais, o investidor receberá 0,99 real de dividendos. Como ele pagou 30 reais pelo papel, seu ganho, na verdade, será de 3,3%. Reinvestindo o lucro, o investidor terá mais ações e receberá mais dividendos no próximo ano.
Quanto mais tempo a aplicação durar, maior será o retorno do investidor. Mesmo enfrentando crises, o resultado no futuro será maior que o da renda fixa", diz Calil.

 

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Dividendos
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009 | Postado por Juliano Custodio

              Os dividendos pagos pelas empresas sempre foram uma forma de quem aplica em bolsa garantir um mínimo de retorno, já que a valorização dos papéis no pregão é algo bastante incerto. Com a queda de um ponto percentual da taxa Selic na semana passada, os dividendos passaram a ter ainda mais destaque. Só com os dividendos, os investidores podem ganhar mais do que se deixassem o dinheiro aplicado na renda fixa. Se um investidor conseguir num fundo de Depósito Interfinanceiro (DI) retorno de 100% da nova taxa de juros, de 9,25% ao ano, algo muito difícil nos fundos de varejo, e ficar mais de dois anos na aplicação, pagando, portanto, 15% de imposto de renda, terá um ganho líquido de 7,86%. Isso sem considerar o pagamento da taxa de administração ou de qualquer outro tipo de tarifa cobrada pelos bancos. Acontece que existem várias empresas que distribuem, sob a forma de dividendos, mais do que esse percentual, valor já livre de imposto.

 

               Mais do que o valor absoluto, o que conta de fato é a relação do dividendo pago pela companhia e o preço da ação em bolsa, conhecida como "dividend yield". Em outras palavras, esse indicador mostra quanto do total pago na ação o investidor terá de volta só com a distribuição de dividendos. Isso sem contar qualquer valorização que o papel possa ter na bolsa. Um levantamento feito pela Link Investimentos usando os resultados das companhias em 2008 mostra que pelo menos 12 entre as grandes empresas listadas na Bovespa possuem um "dividend yield" superior a 10%. Ou seja, os investidores que compraram esses papéis tiveram pelo menos 10% de retorno líquido, isso considerando que as ações não subiram um centavo sequer na bolsa.

              

               Historicamente, empresas de concessões, como energia elétrica, telefonia, saneamento e concessões rodoviárias, estão entre as boas pagadoras de dividendos. Como são setores mais maduros, as companhias fazem menos investimentos no próprio negócio. Consequentemente, sobra uma fatia maior do lucro para ser distribuída aos acionistas.
"As boas pagadoras de dividendos geralmente são empresas mais estáveis, com um fluxo de caixa previsível, o que permite uma distribuição mais certa de seus resultados", diz o chefe de análise da Link, Andres Kikuchi. Algumas dessas companhias chegam a pagar até mais de 100% do lucro do período. Isso só é possível porque elas distribuem também as reservas de lucros passados.
Na sexta-feira, primeiro pregão da Bovespa depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a taxa de juros de 10,25% para 9,25% ao ano, algumas ações de energia estiveram entre as maiores altas do dia. Como, por exemplo, os papéis da Eletropaulo, Copel, Cemig, Eletrobrás e Transmissão Paulista. Para Kikuchi, esse comportamento já é um sinal da movimentação dos investidores em busca das boas pagadoras de dividendos. "Com a queda dos juros, será preciso encontrar uma opção mais interessante para os recursos que estão aplicados na renda fixa", diz o chefe de análise.
Os fundos de pensão, por exemplo, serão obrigados a buscar investimentos de maior risco para bater suas metas atuariais e, portanto, garantir o pagamento de seus aposentados. "As ações de dividendos são uma boa forma de esses fundos estarem na bolsa, ao mesmo tempo garantindo um mínimo de retorno", afirma Kikuchi. O mesmo raciocínio vale para as pessoas físicas que desejam ter um colchão de ganho certo em ações.
Para aqueles que querem investir nesses papéis, é importante ter em mente que, em momentos de grande valorização da bolsa, eles costumam subir menos pelo seu caráter defensivo. Geralmente, quando o mercado sobe, as empresas que estão em fase de crescimento são as que mais se beneficiam. No entanto, quando o mercado entra num período de baixa, as boas pagadoras de dividendos são as que menos caem, servindo como uma espécie de colchão para amortecer as quedas dentro de uma carteira de investimento.

Por Daniele Camba do Jornal Valor Econômico - 15/06/2009

 

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As cartas de Buffett - Gênios também perdem dinheiro nas crises. O que torna o megainvestidor americano tão diferente dos outros?
Terça-feira, 26 de Maio de 2009 | Postado por Paulo Dalla Rosa

O Oráculo de omaha:
Buffett brinca com o baralho e admite: "Dormi no ponto"

 

A crise do subprime pegou dois gênios das finanças americanas pelo contrapé: Bernard Madoff e Warren Buffett. Madoff, o gênio do mal, viu ruir seu castelo de cartas, que enganou milhares de investidores durante décadas e desapareceu com estimados US$ 50 bilhões. Buffett, o gênio do bem, também perdeu dinheiro no ano passado, o pior em 44 anos, mas continua dando as cartas do jogo no capitalismo americano. As ações da sua companhia de participações, a Berkshire Hathaway, caíram 32% em 2008, mas o fascínio dos seus seguidores continua em alta. No primeiro fim de semana de maio, o caipira mais rico do mundo atraiu 35 mil investidores para Omaha, em Nebraska, para mais um encontro anual com os acionistas de seu negócio, um gigante com US$ 122 bilhões. Deu um show.
 
Ações da Berkshire Hathaway
caíram 32% em 2008,
mas seu fascínio continua em alta
 

Aos 78 anos, o Oráculo de Omaha debochou do próprio desempenho. "Não me cobri de glórias em 2008", admitiu. No melhor estilo do Velho Oeste, espalhou cartazes de "Procura-se" com seu retrato e o do sócio Charles Munger, 85 anos, pelos salões. Projetou um filme satirizando a crise e ele mesmo, retratando- se no papel de vendedor de colchões. "Dormi no ponto e alguns perderam dinheiro por isso", justificou. Ele oferece a uma cliente um colchão com esconderijo para dinheiro e ações (no seu caso, escondeu também duas Playboy antigas). Durante cinco horas, eles responderam a perguntas diante de 18 mil pessoas que lotaram um ginásio de esportes. Coçando a orelha, bebendo Cherry Coke e comendo biscoitos, os dois velhinhos não se furtaram a responder questões difíceis e deram uma lição de economia. Na visão do enviado especial do The New York Times, Andrew Ross Sorkin, o recado principal da dupla foi este: manter a simplicidade é a melhor estratégia financeira. Nada de aplicações de difícil compreensão, como os derivativos imobiliários exóticos que misturaram contratos imobiliários de bons e maus pagadores (os subprime) e quebraram bancos americanos. "Se você precisa usar um computador ou uma calculadora para fazer a conta (se vale a pena), não deveria comprar (o ativo)", ensinou Buffett. Embora críticos, os dois demonstraram muito otimismo com o futuro. "Há ainda muita coisa errada no mundo, mas é o único que temos. Não tenho a menor ideia do que vai acontecer, mas sei que cada vez mais vamos viver melhor e melhor, pois esse é o sistema que liberta o potencial de todos. Até a China descobriu isso. Teremos dias ruins no capitalismo, mas, de modo geral, estamos progredindo rapidamente", filosofou Buffett. Munger endossou, com uma dose de sarcasmo: "Agora que estou cada vez mais perto da morte, me sinto cada vez mais otimista com o futuro da economia."

 

Fonte: Isto é dinheiro.

link: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/605/artigo133818-1.htm
 

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E a vida Continua
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Coluna do Colega Edward Mundy

             E a campanha eleitoral já começou com o bom pretexto da crise internacional. Pois é, com a redução do IPI chegando aos eletrodomésticos, agora as filas chegaram também aos grandes varejos, com direito a linha de crédito da CEF para garantir a demanda, que afinal de contas tem produto chegando a descontos de até 25%.
 
            Enquanto o eleitor do Lula vai gastando o do Obama vai pastando. Trocadilhos a parte, a coluna comentou em pleno olho do furacão das possibilidades que estamos experimentando e as boas oportunidades que o país tem para atravessar essa crise. Nossa torcida agora é para uma queda mais forte dos juros, que afinal de contas podem sim chegar a um dígito antes do final do primeiro semestre com emprego e consumo em alta.
 
            Ainda assim tem banco que reluta em baixar os juros. É que até faz sentido neste momento que o crédito internacional ainda esta escasso. A saída tem sido as operações do BNDES como repassador. As linhas de crédito externo ainda não voltaram e parecem que tão cedo não vão dar as caras, salvo bons riscos de crédito.
 
            A fala da turma do Obama tem sido mais  otimista ultimamente. Os indicadores econômicos que tem saído tem vindo melhores com os preços dos imóveis origem da crise, depois de dois anos finalmente apresentaram alta de 0,7% entre janeiro e fevereiro deste ano. Aliás, a declaração do secretário do tesouro do Tio Sam avisou que apesar dos quase USD 200 bi ainda disponíveis, a verdade é que os bancos já tem muito em caixa, e quem vai sofrer devem ser os regionais. Agora então parece ser a hora de fazer o velho interbancário resolver a situação, procurando dar  normalidade as pressões diárias de caixa dos bancos menores. .
             
            Fatos como estes, demonstram que o mercado caminha para a tranquilização, ainda que o atrasado FMI tenha dados de que as perdas devem ser de USD 4,1 tri. Os bancos ficariam com 61% do pepino enquanto que as seguradoras e fundos de pensão ficam com o resto do abacaxi.
 
            E se você fosse gestor de um fundo de pensão destes externos onde aplicaria o dinheiro dos seus contribuintes? É claro que em um lugar onde bancos não quebram com boa rentabilidade e a segurança  de boas notas de  ratings. Pois é, o capital externo está voltando e vai bombar ainda mais, caso não aconteça nada de excepcional. É o segundo semestre e a Bovespa promete bons ganhos. É ver para crer...

Para acessar o site do Edward acesse: www.mundyintermediacao.com.br

 

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Vetor - VI
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Ainda não havíamos discutido com todos os clientes sobre essa nova possibilidade dentro da estratégia, agora com o mercado ameaçando entrar em tendência de alta, precisa ser ensinado.

            Imaginem que estamos fazendo um vetor regular, imaginem que fizemos uma compra por R$ 30,00, outra por R$ 29,00, uma por R$ 28,00 e outra por R$ 27,00. Logo depois o mercado começou a subir e fizemos a venda das 3 parcelas compradas mais baratas.           

              Agora, ficamos somente com uma parcela que havia sido comprada por R$ 30,00, e em vez de vendermos ela quando a mesma chegar nos R$ 31,00 vamos fazer uma nova compra por R$ 31,00.

            Assim, ficaremos com um vetor apontado para cima, onde faremos compras conforme o mercado vai subindo. Porém precisamos controlar o nosso lucro, e a partir do momento em que temos 3 parcelas, nesse caso uma a R$ 30,00 outra a R$ 31,00 e uma a R$ 32,00, colocaremos um stop entre as duas ultimas parcelas compradas, no caso em R$ 31,50. Lembrando que se o mercado continuar subindo e fizermos uma compra por R$ 33,00 colocaremos um stop em R$ 32,50, onde venderemos todas as nossas ações.

            Porém, se acontecer de após a segunda parcela comprada em R$ 31,00 o mercado começar a cair, levaremos em conta que esse é um vetor normal, apontado para baixo, e esperaremos a cotação cair para R$ 29,00 para que façamos a nossa próxima compra, e assim seguimos com o Vetor normalmente.

            Essa técnica, melhora muito os ganhos do Vetor em tendências de alta, pois em caso de uma alta forte nos preços das ações, estaremos bem posicionados e com grandes lucros nas primeiras parcelas. Além de ser facilmente reversível em um Vetor com compras para baixo em caso de queda após a segunda compras.

 

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Frase
Quarta-feira, 08 de Abril de 2009 | Postado por Juliano Custodio

Frase contada pra mim pelo meu amigo e cliente Charles Uhlmann, tirada do livro "Investindo em Small Caps".

Reflete bastante a nossa filosofia de investimento nas ações.

"When you are crying, you should be buying; When you are yelling, you should be selling"

 

A tradução seria mais ou menos essa:

Quando você está chorando deveria estar comprando. Quando você estiver gritando(gargalhando) deveria estar Vendendo.

 

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Padarias, analistas e outros...
Quinta-feira, 26 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

Segue texto muito feliz de Anderson Lueders, que encontrei pela internet.

Num vilarejo existia a padaria do Zeca. Ela era bem administrada e oferecia ótimos produtos. Tinha um total de R$ 200 mil imobilizados e sobrava em caixa R$ 100 mil, após a quitação de todas as obrigações. O faturamento era de R$ 400 mil e o lucro atingia R$ 50 mil, ambos dados anuais. Estava à venda por R$ 2 milhões, equivalente a 5 anos de faturamento, e 40 vezes o lucro anual.

O mercado de padarias estava numa excelente fase e não faltavam compradores para as cotas de suas empresas. Os analistas do local diziam que a padaria do Zeca iria se expandir e dominar o mercado brasileiro de padarias. Já havia planos de expansão para o exterior. Colocar limites para os lucros futuros seria um grave erro. Os custos estariam controlados e jamais faltariam clientes seja qual fosse a expansão. O preço justo na verdade deveria ser de R$ 9 milhões (upside de 350%), pois confiáveis projeções e cálculos complexos indicavam que em 2025 o negócio estaria lucrando R$ 1 milhão anual. A recomendação era de compra forte para qualquer interessado, até porque havia indícios de que extraterrestres invadiriam o planeta, aumentando sobremaneira o consumo de pães.

De repente, não mais do que um mês após as fortes recomendações de compra do ativo, ocorre um trovão no exterior. Era um novo sinal!!! De toda parte escutam-se rumores. Estava por chegar uma nova era. Pensamentos esquisitos indicavam que os seres humanos diminuiriam em 10% o consumo de pães. Para piorar, descobriram que os ET’s não consomem pães. O futuro da padaria do Zeca era incerto e isto tudo influenciava na diminuição do “preço-alvo”.

Os sócios começam a vender cotas da padaria correndo antes que fossem os últimos a ficar com o mico na mão. Em 5 meses, ela passou a valer apenas 5% da cotação inicial. Ou seja, R$ 100 mil, mas ainda estavam lá o mesmo valor de caixa liquido (igual ao valor de mercado) e o negócio prosseguia, ainda que com um pouco mais de dificuldades, mas ainda com lucros.

Os analistas de padarias, engravatados, e com grandes seguidores, trazem suas sábias palavras: Fique fora desse negócio! É muito arriscado o futuro das padarias no país. Não há preço a pagar com uma atividade que poderá reduzir a lucratividade e não apresentar mais sinal de crescimento. Os compradores sumiram e a cada dia o Seu Zeca via as cotações do seu negócio despencar. Mas ele teve uma idéia! Passou a utilizar o caixa da empresa que supera todas as obrigações e comprar as próprias ações. Tornou-se, assim, um dos poucos interessados no negócio que conhece melhor do que ninguém e sabe o que de fato está acontecendo.

Os negociadores de padarias acreditaram mais facilmente num crescimento de 50% ao ano por 30 anos a fazer uma escolha que representaria comprar ações de uma empresa pelo valor de caixa líquido subtraído de todas as dívidas de curto e longo prazo ( ou seja, não pagando nada pelo terrenos, instalações, equipamentos, estoques, etc…). Nesta hipótese, o negócio continuaria atrativo ainda que o lucro caísse para 25% do patamar anterior.

Mas isto aconteceu na Terra do Nunca… Qualquer semelhança com o momento atual não passa de mera coincidência…

Bom, fica a história da padaria do Seu Zeca para que se possa utilizar um pouco de razão nas escolhas e para incentivar o leitor a qualificar-se com intuito de saber escolher as grandes barganhas do mercado na atual conjuntura sem esperar novos sinais do céu e das “recomendações” do “mercado”, que mandava comprar nos 73 mil pontos sem pestanejar e acha que não é hora de comprar após mais de 50% de queda. No curto prazo tudo pode acontecer, mas não deixe que fique caro novamente para acreditar que o momento de comprar chegou. Aja com razão e método adequado.

Quando o Ibovespa caiu abaixo de 9 mil pontos, em 2001, a quantidade de recomendações de compra era muito inferior ao do momento em que o índice encostou nos 75 mil pontos. Racionalmente, tem alguma coisa errada: como pode alguma coisa ficar muito mais interessante após mais de 700% de alta??? E, nos momentos atuais, como pode algo ser menos interessante hoje do que era há 10 meses, quando estava 100% mais caro?

Por acaso quando você vai no supermercado e encontra a sua cerveja que custa habitualmente R$ 1,20 no preço de R$ 1,80, você leva mais porque está mais caro? Ou prefere comprar quando está em promoção por R$ 0,60? Fica a reflexão. O uso da razão nestes momentos evita que se faça algumas escolhas não muito acertadas e de pouca lógica.

 

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Vetor - V
Terça-feira, 24 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            É possível operar o Vetor de três formas, dependendo do risco que se quer correr, dependendo do método você vai dar mais peso para as operações iniciais tentando ganhar mais com uma possível alta do mercado ou movimentos laterais, ou dar mais peso nas operações conforme os preços caem da mesma maneira que vocês viram nas paginas anteriores.

 

            Faremos as 3 simulações possíveis, na primeira, que chamamos de exponencial e é a maneira que foi apresentada anteriormente, quando compramos sempre um acréscimo de 50% sobre o valor da primeira parcela:

 

            O método que chamamos de linear, compra sempre o mesmo valor em dinheiro em cada parcela assim a quantidade cresce linearmente com a queda dos preços:

 

 

            Já no método fixo a quantidade de ações é fixa e o investimento cai durante a queda dos preços:

 

            Repare que no método exponencial o preço médio ficou em R$ 13,02 no método linear em R$ 14,31 e já o método fixo trouxe o preço médio para R$15,00. Assim parece claro que o método exponencial é mais seguro pois depois de uma grande queda baixou muito mais o preço médio das ações. Porém a primeira compra do método exponencial é de apesar R$ 1.000,00 contra R$ 4.660,00 do método fixo, assim no caso de uma alta no mercado ou em lateralizações ganharemos muito mais dinheiro com o método fixo, isso acontece em todos os tipos de investimento – Toda vez que queremos ganhar mais dinheiro, precisamos correr maiores riscos. O gráfico abaixo ilustra como crescem as quantidades conforme caem os preços em direção ao VPA.

 

           

            Resumindo o método, fixo funciona melhor para um mercado de alta porque as parcelas iniciais são de um tamanho maior (vermelho), já o método exponencial se comporta melhor para um mercado extremamente esticado onde a distancia para o VPA é grande e precisamos correr menores riscos.

 

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Vetor - IV
Terça-feira, 24 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Continuando as explicações sobre o Vetor, precisamos saber o que fazer quando após um período de altas, acabamos com nossas parcelas compradas, ou seja, ficamos líquidos, com todo o dinheiro na carteira.

            Para tanto observem o que aconteceu na ultima queda que tivemos em fevereiro e posterior subida de preços de março. Percebam que tivemos forte oscilação na região de R$ 25,00 até R$ 27,00. As compras com respectivas vendas podem ser vistas comparando as cores das legendas.

 

            Reparem agora para os últimos 4 pregões – que no gráfico anterior são representados pelas ultimas 5 barras – observando no intraday, barras de 60 minutos, vemos que a nossa última venda foi em R$ 28,80, porém depois disso o mercado subiu, sem que nós tivéssemos nenhuma ação em carteira.

            Nesse momento utilizaremos a próxima regra para as operações do Vetor: Sempre que vendermos a última parcela, compraremos sempre que as ações caírem a R$ 1,00 abaixo da última máxima.

            Reparem que depois que o mercado fez uma máxima em R$30,22 caiu até R$ 29,10, assim conseguimos comprar nossas ações por R$ 29,22, depois disso o mercado tornou a subir e já vendemos a parcela com 6% de lucro por R$ 30,97,  assim voltamos a ficar sem ações e após a máxima de R$ 31,04 o mercado caiu até R$ 29,97, nos dando a oportunidade de comprar novamente por R$ 30,04. Assim compramos a primeira parcela do próximo vetor.

            A partir de agora sabemos que se as ações caírem, compraremos mais, e se as ações subirem, venderemos as ações com lucro.

           

 

             No próximo post sobre o vetor explicarei os diferentes métodos para cálculo do tamanho da primeira parcela.

 

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Kanitz: A Crise Terminou
Quinta-feira, 19 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Texto de Glaucia Civa para o Baguete.com

            A crise norte-americana acabou há três semanas. E, dentro de um mês, será visível um aumento no índice de confiança do consumidor estado-unidense – logo, mundial. 
            É o que afirma Stephen Kanitz, consultor de empresas, mestre em Finanças pela Harvard University, colunista da revista Veja e, mais recentemente, dono do blog O Brasil Que Dá Certo. 
            “Para mim, aquele momento de crise propriamente dito, com todas as pessoas perdidas, sem saberem o que vai acontecer ou o que fazer, já passou”, declarou ele durante palestra no Ta na Mesa da Federasul, realizado nesta quarta-feira, 18, em Porto Alegre.

            Quanto ao Brasil, Kanitz acredita que haja mais um pânico psicológico do que financeiro. 
            “A crise iniciou no mercado imobiliário norte-americano, que em fevereiro demonstrou crescimento de 22,2%. Ou seja: se o segmento onde a crise iniciou está melhorando, tudo vai melhorar. E no Brasil, onde não há problema no setor imobiliário nem grandes rombos nos cartões de crédito, acho que a crise nem chegou”, destacou o consultor. 

             Para ler o restante do texto clique aqui

 

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Vetor - III
Terça-feira, 17 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            A fim de aproveitar as oscilações do mercado, sempre que uma parcela atinge uma lucratividade que vai de 6% a 8%, venderemos essa parcela. Como a bolsa dificilmente cai como mostrado na tabela (post Vetor II), de R$ 21,00 até R$16,00 sem fazer pausas e recuperações nas cotações, os chamados repiques, essa estratégia se torna muito lucrativa e baixa consideravelmente o preço médio das ações. No quadro abaixo, mostro uma possível movimentação na queda das ações, utilizando números redondos para melhorar a compreensão, agregaremos uma nova regra em nossa estratégia, sempre que as ações tem uma recuperação, venderemos as parcelas que chegarem a 6% de lucro:

 

          Vejam que conforme as ações foram caindo de R$21,00 até R$19,00 fomos agregando mais parcelas a cada 1R$ de queda (valores iguais os da tabela do post "Vetor II") mas quando as ações sobem de R$ 19,00 para R$20,00 vendemos a parcela comprada por R$19,00 e exercemos o lucro, lembrando que estou utilizando numeros redondos para melhorar a compreensão - o correto seriam 6% de lucro. Assim ficaremos com 1 lote comprado por R$21,00 e outro por R$ 20,00 e caso o mercado caia novamente para R$ 19,00 compraremos denovo as ações, e assim vamos lucrando nos "zig e zag" do mercado. 

            Percebam que dessa maneira ficamos com um preço médio apenas 7,25% do preço da ultima compra, e não deixamos de aproveitar as oscilações de curto prazo do mercado. Tudo isso sem ficar fora do mercado com chance de perder uma possível reversão do mercado e o inicio do processo de alta.

 

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Vetor - II - Método
Segunda-feira, 16 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Sempre começo a explicar essa técnica, usando como comparação o jogo da roleta dos cassinos, no jogo da roleta você pode apostar nos números ou então nas cores PRETA ou VERMELHA, dessa forma você tem cerca de 50% de chances de acertar em uma de suas apostas (desprezando o zero). Dessa forma se apostarmos sempre na mesma cor, no caso, preta, e sempre que percamos uma aposta dobrarmos a mesma, retornando a apostar o valor unitário após a vitória, acumularemos em capital o número de vezes em que apostarmos e vencemos.Vejam quadro:

 

            Notem que toda a vez que ganharmos, pagaremos os prejuízos e passamos a somar mais 1R$ em nosso caixa. Sugiro que vocês não tentem fazer isso em um cassino, pois essa técnica já é bem conhecida, e você vai acabar sendo convidado a se retirar do cassino, fora que você deverá ter um grande caixa, para agüentar uma possível grande seqüência de perdas. 

            No caso das ações, o principio será o mesmo, aumentaremos as apostas conforme erramos no nosso investimento, ai precisaremos de uma informação que será vital para o bom funcionamento da técnica, o VPA. Nessa técnica dividiremos o nosso capital de forma a ter dinheiro suficiente para fazer compras a cada queda de R$ 1,00 no papel (arredondando 5% para ação na casa dos R$ 25,00) sendo que seu dinheiro só acabará quando a ação chegar a seu valor patrimonial. Imagine que você possui R$ 13.500,00 para fazer um investimento em uma ação, sendo que a mesma está valendo no mercado R$ 21,00 e que o VPA da mesma é R$ 16,00. Dessa forma faremos uma primeira compra e iremos incrementando o valor comprado em 50% do primeiro aporte conforme o mercado cai.

            Reparem que aumentamos quase que exponencialmente a quantidade comprada conforme as ações caiam em direção ao VPA, e que mesmo com uma queda bastante drástica ficamos com um preço médio bem próximo do da ultima compra. Assim em caso de um repique que é esperado depois de uma queda desse tamanho, já estaremos com as nossas ações em zona de lucro. No próximo post vamos mergulhar mais fundo na estratégia.

 

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Vetor - I - VPA
Sexta-feira, 13 de Março de 2009 | Postado por Juliano Custodio

            Para explicar a técnica do Vetor, é interessante que se entenda um conceito da Análise Fundamentalista. Para que seja possível comparar duas empresas e mesmo o balanço de dois anos diferentes, foram criados alguns dados sobre os balanços chamados "Múltiplos", um dos múltiplos importantes para a técnica do Vetor é o VPA.

            O VPA - Valor Patrimonial - de uma ação, é o valor contábil da empresa, ou seja a soma dos seus bens e direitos, terrenos, prédios, maquinas, equipamentos, dinheiro em caixa e outros ativos conversíveis em dinheiro, dividido pelo número de ações em que a empresa é dividida. Veja abaixo um exemplo tirado do site Fundamentus.

            Assim com patrimônio de 138,365 Bilhões de Reais , divididos pelas 8,77 Bilhões de ações que estão no mercado, saberemos que cada ação tem um valor contábil - patrimônio - de R$ 15,77. Dessa forma é natural se pensar que uma empresa que não gere prejuízos, deve valer mais que seu VPA, pois ativos como marca, know-how e etc. Não estão computados nesse valor, e muitas vezes podem valer mais que os ativos da empresa. Para ilustrar melhor, no caso da Petrobrás, caso as ações estivessem sendo negociadas na Bolsa por R$ 14,00 tendo a Petrobrás um VPA de R$ 15,77 chegaríamos a um ponto onde seria mais barato comprar a Petrobrás do que fazer uma empresa gêmea, isso naturalmente não faz sentido pelo fato de a mesma estar funcionando, e gerando lucros.

 

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Comentários (1) | tags: Vetor, VPA, Textos



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