Três das maiores economias do mundo deram sinais de que a mais grave recessão global desde a II Guerra Mundial pode ser mais curta do que esperavam os pessimistas. Responsáveis, juntos, por cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2008, Alemanha, França e Japão voltaram a crescer no segundo trimestre deste ano.
Considerada o motor da economia europeia, a Alemanha cresceu modestos 0,3% de abril a junho – mas o suficiente para pôr fim a 12 meses de recessão. A França cresceu na mesma proporção e também saiu do vermelho. A surpresa, no entanto, foi o crescimento japonês, de 0,9% frente ao trimestre anterior. No último trimestre de 2008, o PIB do país registrara uma queda anual de 13,1%, acendendo preocupações sobre a resistência da economia do país asiático.
“É um demonstrativo de que o fundo do poço já foi alcançado. As taxas de crescimento ainda são baixas, mas já é um bom sinal”, diz José Luiz Rossi, professor de macroeconomia do Insper (antigo Ibmec São Paulo). “As incertezas, as instabilidades, estão diminuindo”, aponta.
Mas o mérito da retomada, segundo os analistas ouvidos pelo G1, é da China, seguida de outros países emergentes. Com um crescimento em ritmo anual na casa dos 8% e um imenso mercado consumidor, o país ajudou a impedir uma derrocada maior da economia global.
“O papel da China é chave, porque as outras economias, embora já tenham nível de crescimento, é baixo. A China traz para cima a economia mundial, traz para cima os emergentes, que traz pra frente todo o sistema”, diz Rossi.
A influência é patente: segundo o governo japonês, a alta no PIB do segundo trimestre foi consequência direta do aumento nas exportações – em parte significativa, para a China. “O Japão é a economia mais bem posicionada para se beneficiar do crescimento chinês”, diz Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Seguindo a China, Índia e Brasil também dão ânimo ao crescimento dos países desenvolvidos e acentuam o papel dos emergentes na retomada. “A grande lição dessa crise é que foi a primeira grave recessão que ocorreu num mundo multipolar, com mais atores de peso. Serviu para confirmar que a China tem sim poder de fogo para contrabalançar uma recessão nos EUA, o que isso é um fato absolutamente inédito. E nas próximas décadas isso vai se acentuar. Os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) vão cada vez mais funcionar como contraponto às crises dos desenvolvidos”, afirma Langoni.
Fonte Portal G1 - Leia na Integra clique aqui.
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As ações que pagam dividendos superiores à Selic
Nos últimos 12 meses, 18 ações da Bovespa distribuíram dividendos que geraram aos acionistas retornos superiores a 8,75% ao ano
Não vai ter escapatória. Com a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caindo a 8,75% ao ano, quem quiser manter o rendimento de suas aplicações financeiras na casa de dois dígitos terá de migrar parte de seus investimentos para a renda variável. Os fundos DI e de renda fixa já rendem menos de 10% ao ano e nem os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão oferecendo retornos atraentes aos pequenos investidores. Para aplicações de dois anos, os grandes bancos pagam, em média, 80% do CDI, a taxa de referência do mercado. Considerando a incidência de imposto de renda, a rentabilidade dos CDBs encontra-se atualmente muito próxima à da caderneta de poupança, que remunera os poupadores com juros de 6% ao ano, mais a taxa referencial (TR).
Embora cause calafrios nos investidores mais conservadores, a bolsa é apontada pelos especialistas como uma ótima aplicação no longo prazo, mesmo para quem não gosta de arriscar. "Há um mito no mercado de que ação é investimento para jogadores. Até hoje há quem compare a bolsa a um cassino. Mas, sabendo aplicar, é possível reduzir tanto o risco que o investimento se torna quase uma renda fixa", diz Alexandre Macedo, analista da corretora Elite.
Para quem foge das fortes emoções do mercado, a sugestão é buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos. Ou seja, que distribuem a seus acionistas, todos os anos, uma fatia generosa de seus lucros. A ideia é simples: de posse desses papéis, o investidor poderá receber um retorno superior à taxa Selic.
No último ano, 18 ações pagaram dividendos acima dos juros básicos da economia brasileira (veja na tabela abaixo). Algumas delas, porém, fizeram pagamentos extraordinários, como a Oi (Telemar). A operadora distribuiu em setembro do ano passado 5,1 bilhões de reais em função da compra da Brasil Telecom. Em fevereiro, a empresa surpreendeu o mercado ao anunciar uma nova distribuição de dividendos, no valor de 1,2 bilhão de reais. A atitude foi elogiada pelos analistas e justificada por dois motivos: o baixo endividamento da companhia e o fato de que os controladores também receberiam uma fatia considerável dos proventos. Na ocasião, a corretora Ativa divulgou um relatório destacando que não acreditava que a companhia teria condições de manter este elevado nível de distribuição de lucros durante o ano de 2009, uma vez que seu endividamento subiu significativamente com a aquisição a Brasil Telecom.
| Quem paga dividendos acima da Selic | ||
| Empresa | Ação | Dividendos (%)* |
| Telemar | TMAR5 | 48,3 |
| Telemar | TNLP4 | 32,6 |
| Telemar | TNLP3 | 27,1 |
| Eletropaulo | ELPL6 | 18,7 |
| Light | LIGT3 | 16,8 |
| Equatorial | EQTL3 | 16,1 |
| Brasmotor | BMTO4 | 15,2 |
| Coelce | COCE5 | 13 |
| Cruzeiro do Sul | CZRS4 | 12,1 |
| Eternit | ETER3 | 12 |
| Telesp | TLPP3 | 11,6 |
| Telesp | TLPP4 | 11,6 |
| Banco Pine | PINE4 | 10,2 |
| AES Tietê | GETI3 | 10,2 |
| AES Tietê | GETI4 | 9,8 |
| Iochp-Maxion | MYPK3 | 9,7 |
| Ferbasa | FESA4 | 9,1 |
| Tegma | TGMA3 | 9 |
| Selic | 8,75% ao ano | |
| * Percentual em relação ao preço da ação em 23/07/09 | ||
| **Considerando ações negociadas em todos os pregões dos últimos 12 meses | ||
| Fonte: Economática | ||
Para evitar distorções na hora de levantar quais empresas remuneram melhor os investidores por meio de distribuição de lucros, os analistas procuram avaliar as companhias por um período superior a quatro anos. Na ponta do lápis, o resultado é surpreendente. Somente com dividendos, os investidores tiveram uma rentabilidade de até 164,25% (veja na tabela abaixo). Isso significa que, quem aplicou em ações da Coelce, empresa de energia que atende a região nordeste do país, entre janeiro de 2005 e junho de 2009, por exemplo, além de receber de volta o valor gasto com a compra da ação, teve um ganho de 64,25%. Considerando a valorização do papel na bolsa, o retorno total foi de 358,06%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 96,46% e o CDI, 81,17%.
| Retorno para o investidor | |||
| Quanto renderam as aplicações de 2005 a junho de 2009 | |||
| As melhores | Ação | Dividendos (%)** | Valorização (%)*** |
| pagadoras de dividendos* | |||
| Coelce | COCE5 | 164,25 | 358,06 |
| Brasmotor | BMTO4 | 113,8 | 380,46 |
| Transmissão Paulista | TRPL4 | 101,96 | 331,42 |
| AES Tietê | GETI4 | 86,64 | 220,34 |
| Drogasil | DROG3 | 85,79 | 1859,79 |
| Eternit | ETER3 | 81,72 | 181,36 |
| AES Tietê | GETI3 | 78,74 | 190,49 |
| CSN | CSNA3 | 68,52 | 226,17 |
| Banestes | BEES3 | 63,6 | 371,89 |
| Tractebel | TBLE3 | 63,09 | 156,49 |
| Ibovespa | 96,46% | ||
| CDI | 81,17% | ||
| Poupança | 42,78% | ||
| * Empresas do IBrX -Brasil | |||
| ** Em relação ao preço da ação em 30/06/2009 | |||
| *** Considerando os dividendos e a variação do papel na Bovespa | |||
| Fonte: Elite Corretora | |||
Mas, como resultado passado não é garantia de valorização futura, o investidor precisará dispor de tempo e atenção para selecionar os papéis. "É importante checar quais são as perspectivas para a companhia, se o lucro dela é crescente e recorrente", explica o educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil. "Afinal, se não houver lucro, não existirá dividendo", destaca.
Nos últimos dois anos, mais de 60 empresas estrearam na Bovespa, algumas com agressiva política de distribuição de lucros. A Redecard, por exemplo, busca distribuir entre 90% e 95% de seus ganhos aos acionistas, mas neste primeiro semestre sua confortável condição de caixa permitiu a distribuição de 100% dos lucros. "É interessante pagar dividendos altos porque é um compromisso com os acionistas. Esse retorno faz com que o investidor seja de longo prazo, e não um trader", diz Roberto Medeiros, presidente da Redecard.
O executivo explica que, como a companhia não vê atualmente oportunidades para aquisições e não planeja grandes investimentos, criou-se as condições para remunerar melhor os investidores. "Se essa situação se mantiver no próximo semestre, vamos continuar pagando dividendos altos", afirma.
A Lei das Sociedades por Ações estabelece que cada companhia deverá apresentar em seu estatuto o percentual mínimo do lucro líquido que será distribuído anualmente a seus acionistas. Caso não o faça, será obrigada a pagar aos investidores metade de seus ganhos. Uma vez na bolsa, a companhia até poderá alterar seu estatuto para incluir uma cláusula que fixe o valor dos dividendos, mas, nesse caso, o percentual não poderá ser inferior a 25%.
O investidor precisa ter em mente que, ao comprar ações de uma empresa, está se tornando sócio dela. Da mesma forma que ele não compraria uma casa sem visita la, não deve aplicar em uma ação sem avaliar no que está investindo, diz Macedo. Seria como verificar o encanamento, a rede elétrica, a localização do imóvel. Quanto mais informação o investidor tiver sobre a empresa e o setor no qual ela atua, melhor. Mas isso não quer dizer que o investidor precisa conhecer tudo sobre contabilidade e finanças. Aos poucos, ele vai ganhando familiaridade com o assunto. Um bom ponto de partida é se perguntar: como estará essa empresa daqui 20 anos? Se a resposta for algo como maior e mais forte, vale a pena estudar o investimento, orienta Macedo.
Como montar uma carteira de dividendos:
Para se beneficiar de bons retornos com dividendos, o investidor precisa ter visão de longo prazo. Por isso, só deverá ser aplicado aquele dinheiro que não será usado nos próximos cinco anos, pelo menos.
Os especialistas recomendam distribuir os recursos entre quatro ou cinco ações de setores diferentes, para reduzir o risco da aplicação. "Comece a análise pelas empresas que você tem maior afinidade e pelos setores que considera mais importantes", aconselha Mauro Calil. O investidor também pode buscar informações e esclarecer dúvidas junto à área de Relações com Investidores das companhias e com sua corretora.
Se o investidor aplicar os dividendos que receber na compra de mais ações da companhia, poderá fazer seu investimento se multiplicar no decorrer do tempo. Digamos que uma ação custe 30 reais e que ela pague 3% de dividendo ao ano (o equivalente a 0,90 real). Se essa ação subir 10% no ano, para 33 reais, o investidor receberá 0,99 real de dividendos. Como ele pagou 30 reais pelo papel, seu ganho, na verdade, será de 3,3%. Reinvestindo o lucro, o investidor terá mais ações e receberá mais dividendos no próximo ano.
Quanto mais tempo a aplicação durar, maior será o retorno do investidor. Mesmo enfrentando crises, o resultado no futuro será maior que o da renda fixa", diz Calil.
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Os dividendos pagos pelas empresas sempre foram uma forma de quem aplica em bolsa garantir um mínimo de retorno, já que a valorização dos papéis no pregão é algo bastante incerto. Com a queda de um ponto percentual da taxa Selic na semana passada, os dividendos passaram a ter ainda mais destaque. Só com os dividendos, os investidores podem ganhar mais do que se deixassem o dinheiro aplicado na renda fixa. Se um investidor conseguir num fundo de Depósito Interfinanceiro (DI) retorno de 100% da nova taxa de juros, de 9,25% ao ano, algo muito difícil nos fundos de varejo, e ficar mais de dois anos na aplicação, pagando, portanto, 15% de imposto de renda, terá um ganho líquido de 7,86%. Isso sem considerar o pagamento da taxa de administração ou de qualquer outro tipo de tarifa cobrada pelos bancos. Acontece que existem várias empresas que distribuem, sob a forma de dividendos, mais do que esse percentual, valor já livre de imposto.
Mais do que o valor absoluto, o que conta de fato é a relação do dividendo pago pela companhia e o preço da ação em bolsa, conhecida como "dividend yield". Em outras palavras, esse indicador mostra quanto do total pago na ação o investidor terá de volta só com a distribuição de dividendos. Isso sem contar qualquer valorização que o papel possa ter na bolsa. Um levantamento feito pela Link Investimentos usando os resultados das companhias em 2008 mostra que pelo menos 12 entre as grandes empresas listadas na Bovespa possuem um "dividend yield" superior a 10%. Ou seja, os investidores que compraram esses papéis tiveram pelo menos 10% de retorno líquido, isso considerando que as ações não subiram um centavo sequer na bolsa.
Historicamente, empresas de concessões, como energia elétrica, telefonia, saneamento e concessões rodoviárias, estão entre as boas pagadoras de dividendos. Como são setores mais maduros, as companhias fazem menos investimentos no próprio negócio. Consequentemente, sobra uma fatia maior do lucro para ser distribuída aos acionistas.
"As boas pagadoras de dividendos geralmente são empresas mais estáveis, com um fluxo de caixa previsível, o que permite uma distribuição mais certa de seus resultados", diz o chefe de análise da Link, Andres Kikuchi. Algumas dessas companhias chegam a pagar até mais de 100% do lucro do período. Isso só é possível porque elas distribuem também as reservas de lucros passados.
Na sexta-feira, primeiro pregão da Bovespa depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a taxa de juros de 10,25% para 9,25% ao ano, algumas ações de energia estiveram entre as maiores altas do dia. Como, por exemplo, os papéis da Eletropaulo, Copel, Cemig, Eletrobrás e Transmissão Paulista. Para Kikuchi, esse comportamento já é um sinal da movimentação dos investidores em busca das boas pagadoras de dividendos. "Com a queda dos juros, será preciso encontrar uma opção mais interessante para os recursos que estão aplicados na renda fixa", diz o chefe de análise.
Os fundos de pensão, por exemplo, serão obrigados a buscar investimentos de maior risco para bater suas metas atuariais e, portanto, garantir o pagamento de seus aposentados. "As ações de dividendos são uma boa forma de esses fundos estarem na bolsa, ao mesmo tempo garantindo um mínimo de retorno", afirma Kikuchi. O mesmo raciocínio vale para as pessoas físicas que desejam ter um colchão de ganho certo em ações.
Para aqueles que querem investir nesses papéis, é importante ter em mente que, em momentos de grande valorização da bolsa, eles costumam subir menos pelo seu caráter defensivo. Geralmente, quando o mercado sobe, as empresas que estão em fase de crescimento são as que mais se beneficiam. No entanto, quando o mercado entra num período de baixa, as boas pagadoras de dividendos são as que menos caem, servindo como uma espécie de colchão para amortecer as quedas dentro de uma carteira de investimento.
Por Daniele Camba do Jornal Valor Econômico - 15/06/2009
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O Oráculo de omaha:
Buffett brinca com o baralho e admite: "Dormi no ponto"
Aos 78 anos, o Oráculo de Omaha debochou do próprio desempenho. "Não me cobri de glórias em 2008", admitiu. No melhor estilo do Velho Oeste, espalhou cartazes de "Procura-se" com seu retrato e o do sócio Charles Munger, 85 anos, pelos salões. Projetou um filme satirizando a crise e ele mesmo, retratando- se no papel de vendedor de colchões. "Dormi no ponto e alguns perderam dinheiro por isso", justificou. Ele oferece a uma cliente um colchão com esconderijo para dinheiro e ações (no seu caso, escondeu também duas Playboy antigas). Durante cinco horas, eles responderam a perguntas diante de 18 mil pessoas que lotaram um ginásio de esportes. Coçando a orelha, bebendo Cherry Coke e comendo biscoitos, os dois velhinhos não se furtaram a responder questões difíceis e deram uma lição de economia. Na visão do enviado especial do The New York Times, Andrew Ross Sorkin, o recado principal da dupla foi este: manter a simplicidade é a melhor estratégia financeira. Nada de aplicações de difícil compreensão, como os derivativos imobiliários exóticos que misturaram contratos imobiliários de bons e maus pagadores (os subprime) e quebraram bancos americanos. "Se você precisa usar um computador ou uma calculadora para fazer a conta (se vale a pena), não deveria comprar (o ativo)", ensinou Buffett. Embora críticos, os dois demonstraram muito otimismo com o futuro. "Há ainda muita coisa errada no mundo, mas é o único que temos. Não tenho a menor ideia do que vai acontecer, mas sei que cada vez mais vamos viver melhor e melhor, pois esse é o sistema que liberta o potencial de todos. Até a China descobriu isso. Teremos dias ruins no capitalismo, mas, de modo geral, estamos progredindo rapidamente", filosofou Buffett. Munger endossou, com uma dose de sarcasmo: "Agora que estou cada vez mais perto da morte, me sinto cada vez mais otimista com o futuro da economia."
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Ler sobre a quebra do Bear Stearns e a derrocada do seu expresidente Jimmy Cayne, em 2008, é uma boa maneira de aprender como funciona o mundo financeiro de Wall Street, tão influente no Brasil. A jornalista Kate Kelly, do The Wall Street Journal, conta essa história no livro “Street Fighters” (Portfolio, 247 págs.). Novo, o livro sai por US$ 16,52, na Amazon.com.
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O FED – Federal Reserve – o banco central americano divulgou a decisão da ultima reunião, o que animou o mercado financeiro nessa quarta-feira, depois de um dia de espera pela decisão, o mercado descontou a queda desta manhã e a Bolsa Paulista fechou com alta de 1,6%
Destaques da ata:
- Fed mantém faixa da taxa dos Fed Funds estável entre 0%-0,25%;
- Fed deixa taxa de redesconto inalterada em 0,50%;
- Fed vai comprar até US$ 750 bilhões em mais ativos/dívida de agências;
- Fed vai comprar até US$ 300 bilhões em treasuries nos próximos 6 meses;
- Fed: total de compras ativos/dívida de agências até US$ 1,25 trilhões;
- Fed pretende expandir colateral do TALF para outros ativos;
- Fed vê Fed Funds em nível excepcionalmente baixo por algum tempo;
- Fed: economia continua a contrair;
- Fed: perspectiva de curto prazo p/ economia é fraca;
- Fed: inflação vai permanecer contida;
- Fed vai monitorar tamanho e composição do balanço patrimonial
O banco central norte-americano surpreendeu o mercado ao anunciar que vai comprar até US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano nos próximos seis meses.
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