Na próxima semana, estará aberto o Clube de Investimentos da Gewinn, com administração da UM Investimentos, os clubes de investimentos são a maneira mais prática e segura de começar os investimentos em Bolsa de Valores. Os clubes são a melhor forma de fazer um investimento de Longo Prazo em ações, pois oferecem diversas vantagens ao investidor, dentre elas, vantagens fiscais e diluição de taxas.
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Matéria publicada na revista Isto é dinheiro.
Chá com ações
Elas têm mais de 60 anos e uma bolada na bolsa de valores. Saiba por que a crise não assustou essas mulheres

REPARE NESSAS DUAS Senhoras na foto. Elas estão aposentadas e vira-e-mexe se encontram para um bate-papo regado a chá e bolacha. O assunto principal? Bolsa de Valores. Rosegleyde Rocha e Ivone Feuz fazem parte de um seleto grupo que tem mais de R$ 5 bilhões investidos em ações (ver ao lado). As sexagenárias investidoras são estrelas da BM&FBovespa assim como as 16 senhoras americanas de Beardstown ganharam fama mundial desde a fundação na década de 1980 de um clube de investimentos. O que era comum apenas nos EUA está começando a fazer parte do novato mercado brasileiro de renda variável. E com a importante participação daquelas que atingiram a maturidade.
A bolsa deixou de ser um mistério para essas senhoras há muito tempo. Entre uma história pessoal e outra, Rosegleyde, ou melhor, Rose, e Ivone comentam sobre o desempenho da BM&FBovespa. "Muitas ações valem hoje o que valiam em 2006", diz Rose. "Mas nenhuma de nós pediu para vender nossa carteira às pressas, de qualquer jeito, durante a crise", completa Ivone. É sempre assim quando elas e outras 12 amigas estão reunidas. Elas fundaram um clube de investimentos em 2001 com R$ 50 mil de patrimônio inicial. Com pequenos depósitos mensais, de cerca de R$ 100, elas foram construindo um robusto patrimônio. A carteira delas, que tem Petrobras, Vale, Gerdau,Weg e Fosfertil, chegou ao pico de valorização em maio do ano passado, com R$ 1,4 milhão. Mas a desvalorização provocou um encolhimento para os atuais R$ 800 mil. A tão sonhada volta ao mundo, planejada por Ivone, teve que ser adiada. Mas sem desespero. "Não vou dormir preocupada com a bolsa. Vamos aguardar o momento certo, vai subir novamente", diz ela. O entusiasmo delas com as ações foi transferido para familiares e amigos próximos, que hoje engordam o clube delas, o Ciainvest, em 70 pessoas. Mas todas as sócias-fundadoras mantêm a função de conselheiras. "Sabemos que nossa carteira é saudável e o valor real de cada uma das empresas", diz Rose.
A BM&FBovespa está atenta ao poder feminino. Hoje elas são 23% de um total de 534.288 investidores individuais. "As mulheres pensam no longo prazo. Os investimentos familiares estão cada vez mais nas mãos delas", diz Paulo Oliveira, diretor-executivo da bolsa. Que o diga a empresária Helena Mottin. Depois de uma experiência malsucedida no mercado de ações em 1999, ela prometeu nunca mais entrar na bolsa. "Ação é um investimento para se ficar atento todos os dias", diz Helena, que encontrou um caminho para voltar ao mercado de capitais: hoje ela fala praticamente todos os dias com o seu gerente na Um Investimentos. Era o que ela precisava há dez anos. "Sou uma investidora de longo prazo, não uma especuladora", afirma. A maturidade, aliás, é um benefício. Enquanto Rose e Ivone contavam sobre estratégia de investimentos, lembravam a história do filho de uma amiga - que não está no clube. Com 23 anos, ele recebeu R$ 50 mil do pai e aplicou em opções. Chegou a acumular R$ 500 mil. Mas a crise fez a conquista virar pó. "Nós nunca nos alavancamos", completa Rose. Uma lição que não se pode ignorar.

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