Por: Equipe InfoMoney
28/08/09 - 14h00
InfoMoney
SÃO PAULO - O avanço das small caps este ano foi surpreendente - até agora, o SMLL acumula alta de 84,14% em 2009, uma das maiores entre os índices listados na bolsa brasileira. Mas, com essa valorização tão expressiva, ainda existem boas oportunidades em small caps?
Para os gestores especializados no segmento, a resposta é um sonoro "sim". Apesar da forte valorização vista desde março deste ano, eles lembram que as small caps foram as mais penalizadas com os efeitos da crise - momento em que o mercado opta por liquidez. "Na verdade, a alta desse ano esta sendo proporcional ao quanto a categoria caiu antes", explica Eduardo Favrin, diretor de Renda Variável da HSBC Global Asset Management.
Paulo Clini, superintendente de investimentos e responsável por small caps da Legg Mason, engrossa o coro a favor das perspectivas das small caps. Ele aponta que a fuga dos investidores pode ser explicada, em grande parte, pela liquidez buscada - especialmente os internacionais, que haviam absorvido os IPOs ocorridos na bolsa brasileira em 2006 e 2007, e que se viram com posições pouco líquidas num cenário de incerteza crescente."A má performance dos papéis nos últimos dois anos e um desempenho melhor do que a média do mercado agora são indicativos de que ainda há espaço para o segmento andar", explica o gestor.
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Três das maiores economias do mundo deram sinais de que a mais grave recessão global desde a II Guerra Mundial pode ser mais curta do que esperavam os pessimistas. Responsáveis, juntos, por cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2008, Alemanha, França e Japão voltaram a crescer no segundo trimestre deste ano.
Considerada o motor da economia europeia, a Alemanha cresceu modestos 0,3% de abril a junho – mas o suficiente para pôr fim a 12 meses de recessão. A França cresceu na mesma proporção e também saiu do vermelho. A surpresa, no entanto, foi o crescimento japonês, de 0,9% frente ao trimestre anterior. No último trimestre de 2008, o PIB do país registrara uma queda anual de 13,1%, acendendo preocupações sobre a resistência da economia do país asiático.
“É um demonstrativo de que o fundo do poço já foi alcançado. As taxas de crescimento ainda são baixas, mas já é um bom sinal”, diz José Luiz Rossi, professor de macroeconomia do Insper (antigo Ibmec São Paulo). “As incertezas, as instabilidades, estão diminuindo”, aponta.
Mas o mérito da retomada, segundo os analistas ouvidos pelo G1, é da China, seguida de outros países emergentes. Com um crescimento em ritmo anual na casa dos 8% e um imenso mercado consumidor, o país ajudou a impedir uma derrocada maior da economia global.
“O papel da China é chave, porque as outras economias, embora já tenham nível de crescimento, é baixo. A China traz para cima a economia mundial, traz para cima os emergentes, que traz pra frente todo o sistema”, diz Rossi.
A influência é patente: segundo o governo japonês, a alta no PIB do segundo trimestre foi consequência direta do aumento nas exportações – em parte significativa, para a China. “O Japão é a economia mais bem posicionada para se beneficiar do crescimento chinês”, diz Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Seguindo a China, Índia e Brasil também dão ânimo ao crescimento dos países desenvolvidos e acentuam o papel dos emergentes na retomada. “A grande lição dessa crise é que foi a primeira grave recessão que ocorreu num mundo multipolar, com mais atores de peso. Serviu para confirmar que a China tem sim poder de fogo para contrabalançar uma recessão nos EUA, o que isso é um fato absolutamente inédito. E nas próximas décadas isso vai se acentuar. Os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) vão cada vez mais funcionar como contraponto às crises dos desenvolvidos”, afirma Langoni.
Fonte Portal G1 - Leia na Integra clique aqui.
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Muita gente pede a rentabilidade passada do vetor. Com o intuito de informar isso aos clientes e interessados, foi criado o IVET (Índice do Vetor). Esse índice será apurado mensalmente e refletirá a variação de uma carteira de investimento, aplicada na metodologia do vetor.
Confira o regulamento e os parâmetros do IVET clicando aqui.
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Olá pessoal!
A título de curiosidade eu estou postando o resultado da carteira de ações composta por micos saltitantes que foi sugerida como oportunidade de investimento. O estudo que justificava o potencial de valorização dos micos, assim como o ranking das melhores empresas para se investir, segundo os critérios estabelecidos anteriormente, estão no post do dia 12 de maio.
Para refrescar a memória de todos, o ranking de micos foi feito com base no VPA e no potencial devalorização, medido pela distância entre o pico antes da crise e a cotação do dia em que o estudo foi feito. Do dia 12 de maio até hoje (6 de agosto 14h 40min) decorreram exatos 86 dias, quase três meses.
No quadro abaixo: veja o desempenho de uma carteira de ações formada com o investimento de R$ 200,00 em cada uma das 10 ações sugeridas naquele estudo.
Quadro (1): Desempenho dos micos

A valorização total da carteira nesse período de menos de três meses foi de 53,86%, um resultado extraordinário. O papel que mais valorizou foi a CCIM3 (Camargo Correa Empreendimentos Imobiliários) com 84,29%; seguido de KSSA3 (Klabin Segall) com76,96% e de AGIN3 (Agra incorporadora) com 72%. Vejam a força do setor de construção civil, que ocupa dois dos três primeiros lugares. A ação que menos valorizou foi a ECOD3 (Ecodiesel), apenas 1,18%.
Esse estudo seguido da demonstração dos resultados atuais só reforça o que nós da Gewinn Investimentos falamos várias vezes nas conversas, cursos e palestras. Que as crises são fontes de oportunidades incríveis! É somente em crises que as empresas são vendidas por menos que os seus patrimônios líquidos valem. Ainda existem boas oportunidades na Bolsa, mas, à medida que chegamos a patamares mais altos,investir em micos fica cada vez mais perigoso e incerto.
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As ações que pagam dividendos superiores à Selic
Nos últimos 12 meses, 18 ações da Bovespa distribuíram dividendos que geraram aos acionistas retornos superiores a 8,75% ao ano
Não vai ter escapatória. Com a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caindo a 8,75% ao ano, quem quiser manter o rendimento de suas aplicações financeiras na casa de dois dígitos terá de migrar parte de seus investimentos para a renda variável. Os fundos DI e de renda fixa já rendem menos de 10% ao ano e nem os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão oferecendo retornos atraentes aos pequenos investidores. Para aplicações de dois anos, os grandes bancos pagam, em média, 80% do CDI, a taxa de referência do mercado. Considerando a incidência de imposto de renda, a rentabilidade dos CDBs encontra-se atualmente muito próxima à da caderneta de poupança, que remunera os poupadores com juros de 6% ao ano, mais a taxa referencial (TR).
Embora cause calafrios nos investidores mais conservadores, a bolsa é apontada pelos especialistas como uma ótima aplicação no longo prazo, mesmo para quem não gosta de arriscar. "Há um mito no mercado de que ação é investimento para jogadores. Até hoje há quem compare a bolsa a um cassino. Mas, sabendo aplicar, é possível reduzir tanto o risco que o investimento se torna quase uma renda fixa", diz Alexandre Macedo, analista da corretora Elite.
Para quem foge das fortes emoções do mercado, a sugestão é buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos. Ou seja, que distribuem a seus acionistas, todos os anos, uma fatia generosa de seus lucros. A ideia é simples: de posse desses papéis, o investidor poderá receber um retorno superior à taxa Selic.
No último ano, 18 ações pagaram dividendos acima dos juros básicos da economia brasileira (veja na tabela abaixo). Algumas delas, porém, fizeram pagamentos extraordinários, como a Oi (Telemar). A operadora distribuiu em setembro do ano passado 5,1 bilhões de reais em função da compra da Brasil Telecom. Em fevereiro, a empresa surpreendeu o mercado ao anunciar uma nova distribuição de dividendos, no valor de 1,2 bilhão de reais. A atitude foi elogiada pelos analistas e justificada por dois motivos: o baixo endividamento da companhia e o fato de que os controladores também receberiam uma fatia considerável dos proventos. Na ocasião, a corretora Ativa divulgou um relatório destacando que não acreditava que a companhia teria condições de manter este elevado nível de distribuição de lucros durante o ano de 2009, uma vez que seu endividamento subiu significativamente com a aquisição a Brasil Telecom.
| Quem paga dividendos acima da Selic | ||
| Empresa | Ação | Dividendos (%)* |
| Telemar | TMAR5 | 48,3 |
| Telemar | TNLP4 | 32,6 |
| Telemar | TNLP3 | 27,1 |
| Eletropaulo | ELPL6 | 18,7 |
| Light | LIGT3 | 16,8 |
| Equatorial | EQTL3 | 16,1 |
| Brasmotor | BMTO4 | 15,2 |
| Coelce | COCE5 | 13 |
| Cruzeiro do Sul | CZRS4 | 12,1 |
| Eternit | ETER3 | 12 |
| Telesp | TLPP3 | 11,6 |
| Telesp | TLPP4 | 11,6 |
| Banco Pine | PINE4 | 10,2 |
| AES Tietê | GETI3 | 10,2 |
| AES Tietê | GETI4 | 9,8 |
| Iochp-Maxion | MYPK3 | 9,7 |
| Ferbasa | FESA4 | 9,1 |
| Tegma | TGMA3 | 9 |
| Selic | 8,75% ao ano | |
| * Percentual em relação ao preço da ação em 23/07/09 | ||
| **Considerando ações negociadas em todos os pregões dos últimos 12 meses | ||
| Fonte: Economática | ||
Para evitar distorções na hora de levantar quais empresas remuneram melhor os investidores por meio de distribuição de lucros, os analistas procuram avaliar as companhias por um período superior a quatro anos. Na ponta do lápis, o resultado é surpreendente. Somente com dividendos, os investidores tiveram uma rentabilidade de até 164,25% (veja na tabela abaixo). Isso significa que, quem aplicou em ações da Coelce, empresa de energia que atende a região nordeste do país, entre janeiro de 2005 e junho de 2009, por exemplo, além de receber de volta o valor gasto com a compra da ação, teve um ganho de 64,25%. Considerando a valorização do papel na bolsa, o retorno total foi de 358,06%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 96,46% e o CDI, 81,17%.
| Retorno para o investidor | |||
| Quanto renderam as aplicações de 2005 a junho de 2009 | |||
| As melhores | Ação | Dividendos (%)** | Valorização (%)*** |
| pagadoras de dividendos* | |||
| Coelce | COCE5 | 164,25 | 358,06 |
| Brasmotor | BMTO4 | 113,8 | 380,46 |
| Transmissão Paulista | TRPL4 | 101,96 | 331,42 |
| AES Tietê | GETI4 | 86,64 | 220,34 |
| Drogasil | DROG3 | 85,79 | 1859,79 |
| Eternit | ETER3 | 81,72 | 181,36 |
| AES Tietê | GETI3 | 78,74 | 190,49 |
| CSN | CSNA3 | 68,52 | 226,17 |
| Banestes | BEES3 | 63,6 | 371,89 |
| Tractebel | TBLE3 | 63,09 | 156,49 |
| Ibovespa | 96,46% | ||
| CDI | 81,17% | ||
| Poupança | 42,78% | ||
| * Empresas do IBrX -Brasil | |||
| ** Em relação ao preço da ação em 30/06/2009 | |||
| *** Considerando os dividendos e a variação do papel na Bovespa | |||
| Fonte: Elite Corretora | |||
Mas, como resultado passado não é garantia de valorização futura, o investidor precisará dispor de tempo e atenção para selecionar os papéis. "É importante checar quais são as perspectivas para a companhia, se o lucro dela é crescente e recorrente", explica o educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil. "Afinal, se não houver lucro, não existirá dividendo", destaca.
Nos últimos dois anos, mais de 60 empresas estrearam na Bovespa, algumas com agressiva política de distribuição de lucros. A Redecard, por exemplo, busca distribuir entre 90% e 95% de seus ganhos aos acionistas, mas neste primeiro semestre sua confortável condição de caixa permitiu a distribuição de 100% dos lucros. "É interessante pagar dividendos altos porque é um compromisso com os acionistas. Esse retorno faz com que o investidor seja de longo prazo, e não um trader", diz Roberto Medeiros, presidente da Redecard.
O executivo explica que, como a companhia não vê atualmente oportunidades para aquisições e não planeja grandes investimentos, criou-se as condições para remunerar melhor os investidores. "Se essa situação se mantiver no próximo semestre, vamos continuar pagando dividendos altos", afirma.
A Lei das Sociedades por Ações estabelece que cada companhia deverá apresentar em seu estatuto o percentual mínimo do lucro líquido que será distribuído anualmente a seus acionistas. Caso não o faça, será obrigada a pagar aos investidores metade de seus ganhos. Uma vez na bolsa, a companhia até poderá alterar seu estatuto para incluir uma cláusula que fixe o valor dos dividendos, mas, nesse caso, o percentual não poderá ser inferior a 25%.
O investidor precisa ter em mente que, ao comprar ações de uma empresa, está se tornando sócio dela. Da mesma forma que ele não compraria uma casa sem visita la, não deve aplicar em uma ação sem avaliar no que está investindo, diz Macedo. Seria como verificar o encanamento, a rede elétrica, a localização do imóvel. Quanto mais informação o investidor tiver sobre a empresa e o setor no qual ela atua, melhor. Mas isso não quer dizer que o investidor precisa conhecer tudo sobre contabilidade e finanças. Aos poucos, ele vai ganhando familiaridade com o assunto. Um bom ponto de partida é se perguntar: como estará essa empresa daqui 20 anos? Se a resposta for algo como maior e mais forte, vale a pena estudar o investimento, orienta Macedo.
Como montar uma carteira de dividendos:
Para se beneficiar de bons retornos com dividendos, o investidor precisa ter visão de longo prazo. Por isso, só deverá ser aplicado aquele dinheiro que não será usado nos próximos cinco anos, pelo menos.
Os especialistas recomendam distribuir os recursos entre quatro ou cinco ações de setores diferentes, para reduzir o risco da aplicação. "Comece a análise pelas empresas que você tem maior afinidade e pelos setores que considera mais importantes", aconselha Mauro Calil. O investidor também pode buscar informações e esclarecer dúvidas junto à área de Relações com Investidores das companhias e com sua corretora.
Se o investidor aplicar os dividendos que receber na compra de mais ações da companhia, poderá fazer seu investimento se multiplicar no decorrer do tempo. Digamos que uma ação custe 30 reais e que ela pague 3% de dividendo ao ano (o equivalente a 0,90 real). Se essa ação subir 10% no ano, para 33 reais, o investidor receberá 0,99 real de dividendos. Como ele pagou 30 reais pelo papel, seu ganho, na verdade, será de 3,3%. Reinvestindo o lucro, o investidor terá mais ações e receberá mais dividendos no próximo ano.
Quanto mais tempo a aplicação durar, maior será o retorno do investidor. Mesmo enfrentando crises, o resultado no futuro será maior que o da renda fixa", diz Calil.
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